Cantão de St. Gallen votará proibição da burca no domingo

A burca deve ser banida do espaço público? Um cantão suíço organiza neste domingo (23 de setembro) um referendo sobre a delicada questão do acessório feminino próprio aos países islâmicos. O cantão de St. Gallen (São Galo em português e St. Gall em francês) pode ser o segundo a adotar uma lei anti-burca, depois do Ticino (parte italiana), onde desde julho de 2016 é proibido usar um véu que cubra o rosto em locais públicos. No Ticino, cerca de 65% dos votatantes aprovaram a lei em 2013. No entanto, há Cantões que também já recusaram uma lei similar (Zurique, Solothurn/Soleure, Schwyz, Basel-Stadt ou ainda Glaris).

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Os eleitores são chamados a pronunciar-se sobre uma lei já aprovada no parlamento regional com o apoio do principal partido suíço (UDC/SVP). Mas os Verdes e os Jovens Socialistas bloquearam a sua aplicação e lançaram o referendo. “Qualquer um que se torne irreconhecível cobrindo o rosto no espaço público e coloque em risco a segurança pública ou a paz social e religiosa será punido com uma multa”, afirma a lei.

Não há lei que regule esta questão em todo o território suíço. O governo considera que essa competência corresponde aos cantões e cada um escolhe. No entanto, os suíços vão se pronunciar sobre o assunto em um referendo nacional, esperado para depois de 2020, porque um grupo de cidadãos conseguiu reunir as 100.000 assinaturas necessárias para realizar essa iniciativa. O Conselho Federal (executivo) rejeita o texto e já preparou um contra-projeto…

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