Três portguesas, duas residentes no cantão do Valais e uma mulher establecida no cantão de Vaud, tiveram problemas judiciais na Suíça que não esperavam minimamente.

As três mulheres sonhavam em perder peso. Para o conseguir a um custo inferior ao dos produtos comprados na Suíça, foram receitados nada menos do que três medicamentos por um médico português residente em Lisboa.

Entre 2004 e 2021 para uma delas, desde o ano passado para a segunda e desde este ano para a terceira, as três conhecidas encomendaram mais ou menos regularmente produtos de uma farmácia lisboeta. O problema era que elas tinham importado as mercadorias sem respeitar a lei suíça. Vários pacotes destinados a elas foram interceptados pela polícia aduaneira em Genebra.

Um “joker”

Acontece que, de acordo com a actual legislação suíça, dois dos três produtos consumidos são considerados agentes dopantes na Suíça. Não é o caso em Portugal para os mesmos produtos. O terceiro produto foi importado ilegalmente.

Durante a investigação policial, as três mulheres defenderam a sua boa fé e o seu consumo estritamente pessoal. Na altura de decidir o caso, o Ministério Público do Baixo Valais mostrou finalmente clemência. Absteve-se de as condenar, de acordo com uma ordem penal emitida no dia 6 de Setembro. Cabe-lhes a não voltar cometer o mesmo erro, sob pena de uma sanção penal desta vez.