PortCov: Invenção portuguesa chega à Suíça

À primeira vista parece um detetor de metais como há nos aeroportos. Mas ao passar no interior, a pessoa é pulverizada com desinfetante.
Com bocais situados em cada lado do aparelho, uma bruma desinfetante serve para matar as bactérias e os vírus na pessoa. No chão, um tapete, com um desinfetante mais forte, ocupa-se das solas dos sapatos.

Para quem não quiser utilizar a máquina, existe uma passagem externa que a permite contornar

Invenção lusa

Esta máquina é o PortCov. Inventada em Portugal para lutar contra o novo coronavírus, a máquina chegou à Suíça e a primeira instalação foi feita numa loja com contrato de franschising com a cadeia Migros em Villars-sur-Ollon (VD).

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Um dos colaboradores disse à imprensa suíça : “Nos primeiros dias, vários curiosos testeram a máquina. Mas tivemos também muitas críticas. É 50-50”. O importador para Suíça, António Dias, indicou que “a máquina foi colocada na esperança que alguns dos testadores queiram ter o mesmo aparelho. Na região, há muitas empresas”.

Funcionamento

O PortCov entra em funcionamento quando a pessoa usa o desinfetante para as mãos situado no exterior da máquina. Quando o cliente posiciona-se no interior, os captores analisam o tamanho e os bocais necessários ativam-se automaticamente. “Com os modelos de alta gama, é possível medir a temperatura das pessoas”, comentou António Dias.


Esta inovação não é única, máquinas similares foram desenvolvidas em países africanos como nos Camarões ou no Senegal. “Os outros models são mais parecidos com um coveiro, e o nosso projeta o produto de maneira uniforme com o sistema de bocais.”

O jornal 20 Minutes questionou se não era perigoso receber desinfetante nos olhos ou nas vias respiratórias. “Não, fizemos vários testes dermatológicos e oftalmológicos para ter certeza”, afirmou ainda o importador português.

Flamengo também usa a PortCov

O clube português, treinado por Jorge Jesus, importou a PortCov para medir a temperatura corporal e controlar o número de pessoas que acessam o Ninho do Urubu diariamente.


Ceticismo

A Dra. Nahimana Tessemo, médica coordenadora da unidade de higiene, prevenção e controle de infeção no CHUV, não está convencida da real utilidade da máquina. “Na minha opinião, não é necessário instalar massivamente estes aparelhos. Na prevenção da Covid-19, não é recomendado fazer uma desinfeção total da pessoa. O modo de transmissão é por pequenas gotas e por contacto. Se os sapatos ou a roupa podem ter um contributo na transmissão do vírus, eles não são o modo de transmissão principal”, considera a médica.

A médica lembra que a “melhor maneira de lutar contra a Covid continua a ser medidas barreira: distância física, uso da máscara e desinfeção das mãos.”

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