Votos de milhares de emigrantes portugueses podem ficar excluídos do ato eleitoral

A largura do boletim de voto excede em cerca de meio centímetro a do envelope onde o documento deve ser inserido, o que impossibilita que os papéis sejam enviados para Portugal em condições de serem contabilizados. Nas orientações facultadas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) aos cidadãos residentes no estrangeiro, o Ministério da Administração Interna (MAI) exige expressamente que as dobras já existentes no documento sejam respeitadas, impedindo portanto que este possa ser acondicionado de outras formas no envelope.

Segundo o Jornal de Noticias, a situação insólita já é do conhecimento da CNE. O caso pode, assim, fazer com que os votos de milhares de emigrantes portugueses fiquem excluídos do ato eleitoral: há 1 466 750 eleitores registados no estrangeiro, sendo que “apenas 2242 escolheram votar diretamente nas urnas”, revelou esta semana o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

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Estas são as primeiras eleições legislativas em que os emigrantes portugueses têm a opção de votar por correspondência. O prazo para cada cidadão optar entre o voto presencial ou o envio pelo correio terminou a 6 de agosto, com a larga maioria a preferir a segunda hipótese. O voto tem de ser enviado no máximo até ao dia 6 de outubro (data do carimbo do correio).

O Ministério da Administração Interna “esqueceu-se” de escrever o destino Portugal nos primeiros envelopes de envio do boletim de voto, é outro facto que poderá colocar em risco o voto dos eleitores emigrantes. A falha já foi detectada por muitos eleitores que estão a utilizar as redes sociais para alertar aqueles que estão a enviar o boletim de voto para Portugal. No entanto, a situação foi de imediato rectificada.

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