As autoridades indicaram esta tarde que, até ao momento, são contabilizadas 40 vítimas mortais. A identificação formal das vítimas prossegue de forma contínua e constitui uma prioridade, embora os protocolos em vigor tornem o processo moroso.

De acordo com as informações comunicadas pelas autoridades, entre os feridos já identificados contam-se 71 cidadãos suíços, 14 franceses, 11 italianos, 4 sérvios, 1 bósnio, 1 belga, 1 luxemburguês, 1 polaco e 1 português. A nacionalidade de 14 feridos permanece, para já, desconhecida. Relativamente ao ferido português, não foi possível obter, até ao momento, mais informações, nomeadamente se se trata de uma jovem que permanece sem dar sinais desde o incêndio.

Durante a conferência de imprensa, realizada na sexta-feira, Mathias Reynard do Governo do Valais precisou que os 119 pacientes foram inicialmente admitidos no Hospital de Sion, antes de serem posteriormente encaminhados, nomeadamente, para o CHUV, em Lausanne. Cerca de cinquenta feridos foram transferidos para o estrangeiro ou encontram-se prestes a sê-lo, acrescentou o presidente do Conselho de Estado do Valais.

Entre “80 e 100 feridos” permanecem em “estado de urgência absoluta”. O responsável lembrou ainda que o balanço continua a ser evolutivo, explicando que quando uma pessoa apresenta cerca de 15% da superfície corporal com queimaduras de terceiro grau, existe um risco elevado de morte nas horas e nos dias seguintes, uma vez que a septicemia pode alastrar a todo o organismo.