No passado dia 12 de Agosto, os guardas de fronteira tiveram suspeitas quando viram chegar um viajante no aeroporto de Cointrin em Genebra. Os funcionários federais mandaram parar um homem de 42 anos, acabando de chegar de um voo proveniente de Madrid, que transportava cerca de 100 cápsulas de cocaína no seu estômago. O homem é acusado de violar a lei federal sobre narcóticos e admitiu as acusações.

Dois dias mais tarde, o procurador responsável pelo caso ouviu o sucateiro português, pai de três filhos que vivem na Guiné-Bissau, explicar que tinha estado à procura de trabalho em Madrid este Verão. Há quinze dias, um homem explicou-lhe que podia, através de um amigo, encontrar-lhe um emprego na Suíça, para a apanha da fruta. Convenceu então o português de fazer um transporte para Genebra.

O arguido afirma que antes de engolir as cápsulas, não sabia o que estas continham. Depois de ter ingerido o lote, foi-lhe contado o resto da história. Nomeadamente que teve de ir a Genebra, mais precisamente a Cornavin, para entregar drogas na cidade. Aí, uma pessoa devia esperar por ele para recolher a mercadoria. Para a viagem no dia 12 de Agosto, o cidadão português explica que deveria ter embolsado 1000 euros de essa pessoa. Os funcionários da alfândega decidiram o contrário ao deter o viajante.

Defendido por Benjamin Grumbach, este residente de Lisboa encontra-se agora em prisão preventiva devido ao perigo de fuga. Durante a audiência policial, o portguês explicou que tinha pedido asilo na Suíça nos anos 90. Ele teria feito o mesmo na Alemanha, onde trabalhou em Berlim.

“O meu cliente cedeu à sedução do lucro, correndo o risco de colocar a sua vida em perigo. Isto mostra o desespero que ele sentiu quando tomou a sua decisão. O meu cliente cedeu à sedução do lucro, correndo o risco de colocar a sua vida em perigo. Sem justificar o seu comportamento, isto mostra o desespero que ele sentiu quando tomou a sua decisão. Desde que ele admita os factos, trata-se agora de estabelecer um procedimento simplificado”, disse o advogado do lisboeta.