“Somos 130 na obra, não há sabão nas casas de banho, há suspeições de doença entre os trabalhadores, só queremos nos proteger, nós e os nossos familiares”.

Terça-feira, após o anúncio das medidas no dia antes para lutar contra o Covid-19, a tensão subiu na obra de “l’Aile Est” do aeroporto de Genebra.

Segundo o jornal 20 Minutes, cerca de trinta empregados contestaram o prosseguimento dos trabalhos por causa das más condições.

Por volta das 8h30, instalou-se alguma confusão e a polícia do Cantão de Genebra teve que ir ao local para acalmar os ânimos.

O sindicato Unia indica ter sido solicitado por vários trabalhadores de diferentes áreas, nomeadamente da construção, preocupados: “Várias trabalhadoras e trabalhadores testemunharam a propósito de situações dramáticas nos locais de trabalho que ficaram abertos, antes de mais em várias obras onde as instalações sanitárias e os refeitórios não foram arranjados para limitar a propagação do vírus. Os sindicatos da área solicitaram as associações patronais para pedir ao Cantão para fechar imediatamente as obras.”

Na terça-feira de tarde durante um ponto de situação sobre o Covid-19, um dos chefs de Cantão de Genebra, Mario Poggia, encarregado do Departamento da segurança, do trabalho e da saúde informou que ia tomar uma decisão quarta-feira sobre a continuidade das obras. Isso porque “essa atividade não foi incluída nas decisões” tomadas pelo Estado na segunda-feira.