Pirata informático português detido na Suíça em mega-operação mundial

Photos © Police authorities from Germany, Korea, Latvia, Portugal, Spain, Sweden and Switzerland
Photos © Police authorities from Germany, Korea, Latvia, Portugal, Spain, Sweden and Switzerland

Na terça-feira, dia 25 de agosto, foi realizada uma operação de grande escala, contra uma organização criminosa mundial. Esta mega-operação ocorreu em 19 países, incluindo a Suíça, sendo efetuadas várias detenções.

Em resposta a um pedido de assistência jurídica mútua dos Estados Unidos, o Gabinete Federal de Justiça, delegou o caso de hacking ao Ministério Público Central em Renens (VD). Uma vez, que o servidor em causa se encontra localizado no território de Vaud, a polícia de segurança daquele cantão foi mandatada para investigar.

Graças a um subterfúgio, estes cibercriminosos conseguiram obter cópias legais de filmes, programas de televisão e outro material, conseguindo igualmente, decifrar os dispositivos de proteção dos direitos de autor.

Fizeram cópias ilegais destes conteúdos e distribuindo-os através de streaming, peer-to-peer ou outros canais, muitas vezes antes do seu lançamento comercial oficial. Esta atividade, que durou desde 2011, causou perdas colossais, particularmente para a indústria cinematográfica. Num comunicado de imprensa, o sistema de justiça americano fala de uma perda que ascende a dezenas de milhões de dólares.

Três detenções, um suspeito à solta

A operação de terça-feira resultou em buscas, que levaram à destruição de aproximadamente 60 servidores nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Além disso, vários membros da organização, conhecidos como Sparks Group, foram presos.
Entre eles está um português de 38 anos que vive no cantão de Genebra. De Segundo a polícia do Cantão de Vaud, foi aberta uma investigação para determinar o envolvimento deste suspeito nesta organização criminosa e a extensão da partilha de conteúdos protegidos pela lei de direitos de autor.

Publicidade

Outro suspeito foi detido em Chipre e outro nos Estados Unidos. De acordo com a declaração do sistema judicial americano, um terceiro pirata ainda se encontra em liberdade. A Europol e a Eurojust, que estão envolvidas juntamente com o sistema judicial americano, ficaram muito satisfeitas com o sucesso desta colaboração.

“Este caso é um excelente exemplo do que pode ser alcançado se trabalharmos juntos através de fronteiras e continentes”, comentou o Presidente da Eurojust, Ladislav Hamran, num comunicado.

Publicidade
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on google
Share on email
Share on pinterest

Outros Artigos