PS venceu as eleições legislativas na Suíça

Os votos dos emigrantes portugueses elegeram dois deputados do Partido Socialista e dois do Partido Social Democrata, segundo os resultados divulgados no ‘site’ da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral.

O PS recebeu 26,24% dos votos da Emigração enquanto o PSD contou com 23,42% da votação. Votaram nas legislativas 2019, 158.252 eleitores residentes no estrangeiro, de um universo eleitoral de 1.466.754 inscritos.

 

 

No círculo da Europa o PS elegeu Paulo Pisco e o PSD Carlos Gonçalves, e pelo circulo Fora da Europa foram eleitos José Cesário (PSD) e Augusto Santos Silva (PS), que será substituído pelo segundo da lista do PS por Fora da Europa, já que volta a integrar o elenco governativo e a assumir a pasta do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Assim irá assumir o cargo o advogado luso-brasileiro Paulo Porto Fernandes. Nascido em São Paulo, com o pai natural do Porto e a mãe da Ilha da Madeira, será o primeiro lusodescendente eleito pela Emigração. Esta é a primeira vez em 20 anos que o PS elege um deputado no circulo eleitoral de Fora da Europa e ‘quebra’ o ciclo de três deputados para o PSD e um para o PS. Nas eleições legislativas de 1999, o PS conquistou três deputados (os dois pela Europa e um por Fora da Europa).

Na Suíça

Nas Suíça, o Partido Socialista também venceu as eleições com cerca de 27% dos votos (21.467 votantes dos 146.795 inscritos).

 

Abstenção

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Também nos círculos da Emigração a ‘abstenção’ foi a palavra de ordem nas legislativas deste ano: foi de 89,3 por cento no total dos dois círculos eleitorais, tendo sido maior Fora da Europa (91,2% dos eleitores não votaram) do que na Europa (88%).

Com a estreia do recenseamento automático de todos os portugueses portadores de Cartão de Cidadão, o número de inscritos para votar no estrangeiro passou de 242.852 (em 2015) para 1.466.754. Mas este aumento exponencial dos não residentes com capacidade de voto não se fez sentir no número de votantes efetivos. Se em 2015, de um universo de 242.852 eleitores votaram 28.354, nas legislativas deste ano, dos 1.466.754 inscritos votaram 158.252. Apesar de serem mais 129.898 do que há quatro anos, a taxa de abstenção subiu ligeiramente em relação a 2015, quando foi de 88,3%.

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