Cabo-verdiano condenado a 12 anos de prisão e a expulsão da Suíça

Foto: Le Nouvelliste
O acusado chegou ao tribunal com os pés algemados. Foto: Le Nouvelliste

Doze anos e dez meses de prisão e expulsão da Suíça. Esta é a sentença proferida, esta sexta-feira, no final do julgamento do perpetrador de um esfaqueamento fatal em 2018 na estação de comboios de Martigny.

O jovem de 21 anos, cabo-verdiano com passaporte português, acusado de assassinar um aprendiz de 22 anos na estação de Martigny, a 16 de Março de 2018, foi condenado a doze anos e dez meses de prisão. O Tribunal de Martigny também decidiu a expulsão da Suíça durante dez anos. Os três juízes foram mais severos do que o Ministério Público, que exigiu uma pena de dez anos.

“A vítima estava desarmada, não lhe bateu e você esfaqueou-a sem aviso prévio, ao nível do pescoço”, disse o presidente do Tribunal Florent Boissard, considerando tratar-se de “uma ofensa muito grave” e “ferocidade extraordinária”. A defesa recorrerá para o Tribunal cantonal. Na Suíça, o homicídio é punível com uma pena que varia entre 5 a 20 anos de prisão.

Confusão banal

A 16 de Março de 2018, tudo começou com uma pequena confusão entre jovens. Mas o acusado é de sangue quente segundo o jornal Le Nouvelliste. “Alguns meses antes, na praça de Manoir, ele tinha triturado o lóbulo da orelha de um jovem português com uma chave”, informa o jornal suíço.

A 16 de Março, no Cais nº 1, ele não hesitou em o esfaquear. A vítima inclinou-se contra uma parede e desmoronou. Um médico, presente no local, nada consegui fazer para evitar a morte do jovem.

Fugas

O arguido tinha fugido para a cidade, provocando receio na população local segundo Le Nouvelliste. Finalmente encarcerado, o homem voltou a fugir alguns meses mais tarde, quando estava detido em Sion. Ele escapou durante uma audiência judicial na cidade, antes de ser encontrado no mesmo dia. Esta sexta-feira no tribunal, o acusado tinha os tornozelos acorrentados durante todo o julgamento.

Juízes implacáveis

Na sexta-feira, algumas horas antes do veredicto, a procuradora Marie-Line Voirol-Revaz evocou “desprezo pela vida da vítima”, evocando o motivo fútil do crime. De facto, o acusado explicou: “Ele enfrentou-me, empurrou-me, eu afastei-o e sangue derramado”.

“Não temos diante de nós um acólito, porque ele é conhecido por estar envolvido em cerca de 30 intervenções policiais”, referiu o Procurador do Ministério Público.

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O arguido admite ter dado o golpe fatal, mas refuta absolutamente ter querido matar.

Como jovem recluso, o condenado beneficiará de um internamento em Pramont, onde, no entanto, multiplicou incidentes desde o seu encarceramento.

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