Covid-19: Morte de portuguesa gera críticas ao sistema de saúde suíço

Agricultor emociona-se ao falar da morte da irmã
Agricultor emociona-se ao falar da morte da irmã

Um concorrente do programa Quem Quer Namorar com o Agricultor? da SIC falou sobre a morte da irmã, vítima do novo coronavírus. A familiar estava em coma induzido na Suíça desde 13 de abril e faleceu no dia 22 de maio. António Gonçalves afirma que na Suíça, pouco se fez para ajudar Emília.

Entre respostas, muitas foram as lágrimas derramadas por António Gonçalves. O agricultor de Chaves foi entrevistado por Júlia Pinheiro para o vespertino da SIC e emocionou-se por diversas vezes, sempre que a conversa se centrava na morte de um dos seus. Falou abertamente sobre as circunstâncias da morte de uma das irmãs, em maio passado.

Emília, que estava a viver na Suíça mas que planeava regressar a Portugal, era quase uma segunda mãe para António Gonçalves. Depois de «um mês e meio internada», a familiar não resistiu à Covid-19. Tinha 57 anos. «Esteve ligada aos ventiladores, em coma induzido. Os médicos diziam que estava a correr tudo bem. Tinha um pulmão afetado, até que ficou bom. O problema foram os outros órgãos, que entraram em falência», relatou.

Questionado pela anfitriã do programa sobre se a irmã teria sido bem assistida medicamente na Suíça, onde estava emigrada e onde acabou por morrer, o homem revelou a sua convicção de que Emília foi vítima de uma experiência médica.

«Sempre defendi os suíços, gosto muitos dos suíços. Os suíços deram-me muito e ensinaram-me muita coisa desde a infância. Foi com eles que aprendi o homem que sou hoje. A nível de economia, são todos muito bons. A nível de saúde, acho que só são bons para eles, para quem eles querem. Uma senhora com 57 anos, que não estava a trabalhar há três anos… não faz falta ao país. Acho que foi uma cobaia e pouco fizeram para que ela se salvasse», afirmou.

«De certa forma, confiámos nos médicos. […] Mas eu sei muito bem que [Emília] foi [vítima de uma] experiência de vacinas. Eles não acertaram e deram cabo dos outros órgãos», alegou.

António Gonçalves contou ainda que os seus sobrinhos «queriam pedir a autópsia e ir para à frente com o caso», mas acabaram por ser convencidos pelo tio para esquecerem o assunto. «Eu disse que não valia a pena. Nada recupera [a vida da irmã]. Não quero saber dos erros médicos nem do que eles puderam ou não saber. […] Os médicos experimentaram e [a vacina] não funcionou. Pode ser que funcione noutras pessoas…», lamentou.

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O corpo de Emília foi, depois, trasladado para Portugal. A intenção dos filhos era fazerem as cerimónias fúnebres na Suíça, mas o agricultor convenceu a família a realizar o funeral no país que viu nascer a irmã. «Os filhos queriam que ela ficasse lá, mas, como eu sei os segredos todos dela – o futuro dela seria estar cá -, fiz pressão e contactei as outras irmãs todas e o marido. Consegui trazê-la para cá.»

«Ela queria vir para cá no mês de maio, para me ajudar com a casa. […] Infelizmente, em maio, veio, só que dentro de uma caixinha», afirmou ainda António Gonçalves, com os olhos marejados de lágrimas.

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