Emigrante condenado a vinte anos de prisão por ter assassinado a vizinha

O emigrante português que matou uma vizinha, em fevereiro 2015 em Onex (Genebra), foi condenado a vinte anos de prisão com uma medida de encarceramento. O Tribunal criminal de Genebra considerou elevado o risco de reincidência.

O homem de 53 anos, empregado no sector público na altura dos acontecimentos, foi reconhecido culpado de assassinato, de sequestro e rapto, ofensa paz dos mortos, de burla, de roubo e do uso fraudulento de um computador.

A pena de prisão de vinte anos “aproxima-se do máximo legal”, sublinhou a presidente do Tribunal criminal. Os juízes não pediam tanto que o procurador que tinha requerido a prisão perpétua com uma medida de encarceramento.

A família da vítima, uma aposentada de 73 anos que vivia sozinha, ficou aliviada com a sentença perto de (no lado de) a família da vítima. “Vamos poder começar a fazer o nosso luto finalmente”, declarou logo após o veredicto o irmão dela.

O Tribunal criminal considerou odioso e egoísta os motivos do emigrante que roubou a sua vítima e tentou evitar que ela o denunciasse. De acordo com os psiquiatras, o homem tinha uma relação patológica ao dinheiro e roubou 40,000 euros à sua vítima. Os juízes estão convencidos do roubo.

Corpo escondido em França

Os juízes também têm a certeza sobre os acontecimentos ocorridos à porta fechada na noite do 5 de fevereiro 2015 quando a mulher aposentada foi assassinada. O vizinho português, que era o seu único confidente, atraiu-a para cada dela e atou-a com algemas antes de a estrangular com as mãos. Os juízes basearam-se sobre as declarações do homem a um agente infiltrado na prisão.

Depois do assassinato, o homem embrulhou o corpo num lençol e transportou-a para a mala do carro. No dia seguinte durante a tarde, o emigrante foi até Nantua em França onde atirou o corpo por cima da barreira à beira da estrada e arrastou-o vários metros. Foi ali, que os restos da mulher foram encontrados dois anos depois do crime, em março de 2017. A descoberta foi possível graças ao trabalho de um agente infiltrado que ganhou confiança com o emigrante ao partilhar a mesma cela na prisão de Champ-Dollon.

Sangue-frio

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Uma semana depois de abandonar o corpo, o homem voltou ao local onde o deixou e borrifou-o com gasóleo antes de o queimar. Entretanto, o emigrante voltou a ter uma vida normal e retirou dinheiro com a carta bancária da vítima e tentou fazer de conta que ela estava viva. Para isso, ele ligava as luzes do apartamento da mulher, abria os estores e ligava-lhe várias vezes para o telefone. Os juízes consideraram um grande sangue-frio do homem.

O emigrante aproveitou o facto de ter confiança com a vítima e dela ser idosa. Os juízes também sublinharam a brutalidade dos atos. O Tribunal criminal salientou que “ela teve tempo de se ver morrer” e ele não lhe deixou qualquer hipótese

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