Emigrante português está desaparecido há um ano

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Há um ano, a Polícia do Cantão de Friburgo deu início às buscas após ter sido informada do desaparecimento, pelas 17:30, de um português natural de Travanca (Santa Maria da Feira), na zona montanhosa dos Paccots na noite de 29 de julho 2019.

A operação durou cerca de dez dias, envolvendo cerca de 100 pessoas, mobilizadas para as buscas no local do desaparecimento e áreas circundantes. Segundo declarações da família às autoridades, Paulo Oliveira saiu de casa para um treino num percurso pedestre que fazia regularmente na montanha de Paccots, no cantão de Vaud.

Útima foto de Paulo captada por uma webcam nos Paccots
Útima foto de Paulo captada por uma webcam nos Paccots

O veículo do homem foi encontrado, pelas autoridades, estacionado no parque de estacionamento de Rosalys, perto do local do desaparecimento.

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Agentes da Polícia do Cantão de Fribourg, especialistas de montanha, membros do grupo de intervenção e cães, socorros de Châtel-St-Denis (SARO), helicópteros da REGA et da Swiss Helicopter, cães de salvamento e procuras da SARO e da REDOG, soldados da tropa suíça, espeleólogos, amigos do Paulo e várias outras pessoas que tentaram encontrar o nosso emigrante. Até hoje, não há qualquer índice sobre o paradeiro de Paulo Oliveira.

Hipótese do tráfego de órgãos

Vera Oliveira, irmã de Paulo Oliveira, tinha dado conta do desespero da família ao Diário da Feira, afirmando que a possibilidade de rapto para tráfego de órgãos torna-se na hipótese plausível, face a uma ausência total de pistas e a um desaparecimento cujo alerta foi dado no espaço de três horas. “A Suíça tem muito tráfego de órgãos, ninguém fala disso, mas o Paulo encaixa no perfil – um homem de 42 anos, saudável que desapareceu num espaço de três horas sem deixar rasto”, disse Vera Oliveira.

Críticas aos emigrantes

Na mesma entrevista à imprensa portuguesa, Vera Oliveira tinha afirmado que os portugueses não ajudavam nas buscas. “Nem os imigrantes portugueses de lá ajudam. A minha cunhada continua com as buscas e todos os dias coloca no Facebook as horas e o local, e só aparecem suíços. É muito fácil partilhar uma fotografia, mas ir para o terreno é diferente. Sabemos que as pessoas têm a vida delas, não podemos condenar, mas não deixa de ser curioso”. Poucos depois da entrevista, a Embaixada pediu aos emigrantes para participar nas buscas nos Paccots.

Autoridades recusam comentar o caso

Contactado esta semana, Bertrand Ruffieux, porta-voz da Polícia do Cantão de Friburgo, recusou comentar o caso alegando a “proteção de dados”. O misterioso desaparecimento continua sem resolução…

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