Emigrante que violou e matou a mulher condenado a 17 anos de prisão

No 30 de Março 2017, o Tribunal de la Sarine considerou o homem culpado de violação e de homicídio da sua mulher. Além disso, tinha sido condenado por abusos sexuais nos anos 2000 a dois filhos, que resultam da relação com uma companheira anterior.

No recurso apresentado, o emigrante pedia a absolvição dos crimes de abusos sexuais com crianças e de violação. Requereu uma redução da sentença de 17 para 8 anos de cadeia.

Julgamento confirmado

Na apreciação do recurso, o Tribunal do Cantão de Fribourg concluiu que o homem foi autor de uma violação da mulher com quem havia casado ano e meio antes. A reação imediata da vítima após a agressão sexual, abandonando a casa do marido e iniciando o processo de divórcio, foi notada pelos juízes que se sustentaram também em declarações que a mulher fez a alguns familiares sobre a violação que sofreu.

O Tribunal confirmou também a condenação do arguido por atos de natureza sexual contra os dois filhos entre 2002 e 2004. Para além das declarações dos queixosos, a opinião de vários peritos foi decisiva.

Segundo o jornal 24 Heures, os juízes seguiram a opinião do psiquiatra de que o réu sofre de um transtorno de personalidade dissocial com “traços psicopáticos”. Por causa do risco muito alto de se comportar como um predador social e na ausência de possíveis tratamentos, a condenação foi confirmada.

Acontecimentos

O condenado, que vive na Suíça desde 1989, era casado desde 2013 com a vítima, também portuguesa, de 52 anos. O relacionamento terá sido sempre conflituoso e com episódios de ciúmes. Depois da violação em novembro de 2014, a mulher finalmente pediu o divórcio.

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Na tarde de 29 de dezembro de 2014, a mulher havia regressado a Friburgo após passar o Natal em Portugal com a família e, já separada, estava na loja onde trabalhava quando o homem apareceu para conversar com ela. Foi ali que acabou estrangulada com o próprio lenço que usava ao pescoço. Ainda foi hospitalizada mas morreu no dia seguinte.

Na última semana, os juízes fizeram perguntas sobre os acontecimentos, mas o emigrante recusou responder.

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