A Suíça voltou este domingo, dia 27 de setembro, às urnas para votar num referendo que coloca em cima da mesa o fim do acordo de livre circulação de pessoas em vigor com a União Europeia e a possibilidade de fixação de limites à imigração de cidadãos europeus para território helvético.

Contexto

O Partido Popular suíço (UDC/SVP), principal força da direita, é o principal impulsionador desta questão. O partido queria acesso preferencial dos cidadãos suíços a empregos e regalias sociais.

Os mais recentes dados publicados pelo Secretariado para as Migrações indicavam que, entre janeiro e março de 2020 vieram viver na Suíça 18.386 estrangeiros, mais 3.013 do que no mesmo período de 2019.

Referendo de 2014

Num referendo idêntico sobre a livre circulação, realizado em 2014, o “Sim” aos limites ganhou por uma estreita margem (50,3%). Estes pressupostos não foram vertidos na legislação sobre imigração posteriormente aprovada, já em 2016. A lei não definiu quaisquer quotas, limitando-se essencialmente a criar medidas de incentivo à contração de suíços por parte das empresas. A principal razão deve-se ao facto que ficaria em causa boa parte dos mais de 120 acordos bilaterais entre a Suíça e a União Europeia.

Em 2014, a vitória da imposição de quotas tinha surgido de forma inesperada, contrariando as sondagens.

Resultados do referendo de 2020

Apesar do resultado verificado há seis anos, cerca de 63% dos suíços recusaram o referendo da direita conservadora. Assim sendo, não houve supresa como aconteceu em 2014.