Os cidadãos suíços votaram este domingo, 27 de setembro, sobre a introdução de duas semanas de licença de paternidade, décadas após outros países ocidentais terem resolvido a questão. Na Europa, todos os países introduziram a licença parental ou licença paternidade, se não ambos. Por exemplo, a Suécia introduziu a licença de paternidade remunerada em 1974.

As primeiras sondagens apontavam que cerca de 63% dos suíços estavam a favor da licença de paternidade. Os principais cidadãos opostos a este medida eram pessoas afectos ao grupo parlamentar UDC/SVP da direita.

Evolução na UE

Desde 1996, a União Europeia (UE) tem emitido diretrizes sobre a licença de paternidade. A partir de 2022, os países membros da UE devem introduzir um mínimo de 10 dias de licença de paternidade paga e quatro meses de licença parental paga para cada um dos pais, dos quais dois meses são intransferíveis. A Suíça, que não integra a UE, seguia um caminho diferente.

Resultados da votação

Nas urnas, os suíços aprovaram a licença de paternidade de 10 dias úteis (duas semanas) com 61% dos votos a favor. O “sim” venceu com 80% no Cantão de Vaud e 78,87 Genebra. Em Zurique, 59,7% dos votos foram a favor da liçenca de paternidade.

A entrada em vigor ainda deverá ser definida pelo Conselho federal. Os dez dias são para escolher, em bloco ou de maneira isolada, nos seis meses que seguem o nascimento. A indemnidade corresponde a 80% do salário, mas no máximo 196 francos por dia.