As autoridades suíças descobriram um vasto esquema de tráfico de aves protegidas que ligava a Suíça a vários países europeus, incluindo Portugal, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo. O caso levou ao reforço dos controlos fronteiriços, como em Genebra, onde dezenas de aves foram apreendidas.
A investigação começou no outono de 2024, quando dois homens de 54 e 46 anos, residentes na parte francófona da Suíça e de origem portuguesa, foram controlados na passagem fronteiriça do Grand-Saint-Bernard com uma dezena de aves protegidas não declaradas. Um terceiro cúmplice foi depois identificado, e o trio utilizava as instalações da sua empresa para alojar os animais em viveiros.
No total, mais de cinquenta aves foram introduzidas ilegalmente na Suíça, sem os certificados exigidos pela Convenção CITES e com documentos falsificados, num valor estimado em cerca de 100 mil francos suíços. Os três homens foram denunciados por infrações aduaneiras, de IVA, de proteção de espécies e de animais.
Na sequência do caso, a Suíça reforçou os controlos na fronteira italo-suíça, em colaboração com o OSAV, apreendendo cerca de trinta aves adicionais na Suíça romanda e no Ticino. Os animais foram encaminhados para centros especializados, como o Bioparc Genève, e continuam investigações nos cantões envolvidos.
A CITES, assinada por mais de 180 países, protege milhares de espécies ameaçadas, e na Suíça a importação de espécimes requer certificados do país de origem e autorizações do OSAV.
