Duas irmãs gémeas de 22 anos, que nos últimos dias tinham estado incontactáveis e dadas como desaparecidas em Portugal, foram detidas no aeroporto de Genebra, na Suíça, sob suspeita de tráfico de droga. Encontram-se em prisão preventiva.

Segundo o Correio da Manhã, as duas jovens foram intercetadas na quarta-feira, 24 de junho, pelos serviços alfandegários do aeroporto de Genebra, que terão encontrado vários quilos de canábis nas suas bagagens durante uma revista. As irmãs angolanas chegavam num voo proveniente de Banguecoque, capital da Tailândia.

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De acordo com a mesma fonte, as jovens ter-se-iam deslocado à Tailândia a mando de uma alegada rede internacional de tráfico, com a missão de recolher o estupefaciente e transportá-lo para a Europa. A Tailândia tornou-se recentemente num dos principais pontos de origem deste tipo de droga. Depois de saírem daquele país e de uma escala no Dubai, as gémeas seguiram para a Suíça, onde acabaram por ser detidas antes de chegarem ao destino final.

Presentes a tribunal, ambas ficaram em prisão preventiva e deverão ser julgadas na Suíça, cabendo às autoridades helvéticas a condução do processo. Portugal só poderá intervir na investigação a pedido daquelas autoridades, podendo a Polícia Judiciária vir a colaborar para esclarecer o alegado envolvimento das irmãs na rede de tráfico.

Na Suíça, a lei distingue o consumo do tráfico, sendo a gravidade avaliada sobretudo em função da quantidade e do tipo de droga. Nos casos menos graves, as penas podem ir até três anos de prisão; nos mais graves, envolvendo grandes quantidades ou criminalidade organizada, podem ser bastante superiores.

Nesta fase do processo, vigora o princípio da presunção de inocência.

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