A União Democrática do Centro (UDC, SVP em alemão) defende mudanças nas regras de acesso à AVS, o sistema suíço de pensões de velhice, no âmbito da futura reforma AVS 2030. As propostas apresentadas pelo partido afetariam sobretudo os cidadãos estrangeiros, mas também os suíços que vivem fora do país. Uma das principais propostas passa por aumentar de um para cinco anos o período mínimo de contribuições exigido para ter direito a uma pensão. Segundo a UDC, esses cinco anos deveriam corresponder obrigatoriamente a trabalho exercido na Suíça. As bonificações relacionadas com tarefas educativas e o pagamento de contribuições mínimas pelos serviços sociais deixariam de contar para atingir esse período. O partido pretende também que as pessoas que se estabelecem na Suíça numa idade mais avançada paguem contribuições superiores. A proposta prevê um acréscimo de 1 ponto percentual entre os 31 e os 40 anos, 2 pontos entre os 41 e os 50 e 3 pontos a partir dos 51 anos. Outra medida seria eliminar as pensões para filhos atribuídas a reformados que vivem fora da Suíça. A UDC propõe ainda que as pensões pagas a suíços residentes no estrangeiro tenham em consideração o custo de vida no país onde vivem. Na prática, uma pessoa que se reformasse num país onde as despesas são mais baixas poderia receber uma pensão inferior. Segundo o Departamento Federal dos Seguros Sociais, cerca de 800 mil das 2,6 milhões de pensões de velhice são atualmente pagas no estrangeiro. Destas, aproximadamente 300 mil correspondem a pessoas que contribuíram durante menos de cinco anos. A UDC reconhece que as suas propostas têm poucas probabilidades de serem aprovadas na sua forma atual. O projeto de reforma AVS 2030, atualmente em análise pelo Departamento Federal do Interior, pretende garantir o financiamento do sistema entre 2030 e 2040, numa altura em que a chegada dos baby-boomers à idade da reforma aumenta a pressão sobre as contas da previdência suíça.

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