Condutor português condenado pela morte de 4 emigrantes

O tribunal de Mâcon (França) condenou o condutor de um autocarro, que tinha saído da estrada, conhecida por “estrada da morte” a uma pena suspensa de dois anos. O acidente ocorreu em 2017 e provocou a morte de quatro emigrantes portugueses na Suíça.

O condutor, um português de 44 anos de idade que foi acusado de homicídios involuntários e lesões não intencionais. Foi também proibido de conduzir durante cinco anos. No início de Outubro, em julgamento, foi solicitada uma pena de prisão de três anos.

O Procurador Éric Jallet tinha evocado para a acusação “uma acumulação de falhas pessoais do condutor devido à velocidade inadequada devido ao gelo”.

As sociedades Angelo Taxi e Rota das Gravuras, proprietárias do autocarro e da empresa de transportes, foram multadas em 28.000 euros (pouco mais de 30.000 francos) e 50.000 euros, respectivamente. Ambas as empresas eram geridas pelo pai do condutor.

O tribunal considerou que a falta de manutenção do autocarro e do seu reboque tinha contribuído para o acidente, mas aplicou sanções menores do que as requisições de 100.000 euros contra cada uma das duas entidades jurídicas.

Pouco antes do acidente, o veículo viajava a quase 90 quilómetros por hora, uma velocidade considerada excessiva devido à presença de gelo no início de Janeiro. Pouco antes, tinha mesmo atingido 101 km/h, de acordo com relatórios da investigação.

Factos

No dia 8 de Janeiro de 2017, 32 portugueses residentes na Suíça, de regresso de férias em Portugal, estavam no autocarro de 40 lugares a caminho de Romont (FR) quando este saiu da estrada. O acidente, que não envolveu qualquer outro veículo, ocorreu por volta das 04:30 horas locais, pouco antes do viaduto de Charolles, num local onde a estrada estava escorregadia e ligeiramente descendente.

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A tragédia, que também tinha deixado 28 pessoas feridas, três delas gravemente. Tudo aconto numa estrada conhecida por causa uma série de acidentes, um troço da Estrada Atlântica da Europa Central que atravessa a França de leste a oeste.

A perigosidade desta rota valeu-lhe o apelido de “estrada da morte”. Outros doze portugueses. também emigrantes na Suíça, morreram nesta estrada no dia 29 de Março de 2016 quando a sua carrinha, que tinha sido convertida em mini-autocarro, e um camião colidiu contra ela na mesma rota.

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