Milhares de pessoas manifestaram-se no domingo em Genebra contra a cimeira do G7, que arranca esta segunda-feira na vizinha cidade francesa de Evian. Os números divergem consoante a fonte: a coligação No G7, que organizou o protesto, fala em 60 mil participantes, ao passo que a polícia aponta para pelo menos 20 mil.

O cortejo partiu do parque Mon Repos pouco antes das 15h15, sob forte dispositivo de segurança, e regressou ao ponto de partida por volta das 19h00. A polícia acabou por ordenar a dispersão da manifestação e a evacuação do parque da Perle du Lac.

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Apesar de ter começado de forma pacífica, o protesto degenerou ao longo da tarde. Por volta das 16h30 foram assinalados os primeiros estragos, entre os quais uma viatura incendiada, bem como confrontos entre manifestantes e forças da ordem nas imediações da estação de Cornavin. A tensão agravou-se cerca das 18h00, quando o cortejo chegou ao bairro das Nações, onde a polícia recorreu a gás lacrimogéneo. Ao longo do percurso, vários vidros foram partidos.

As leituras do que se passou são opostas. Membro da coligação No G7, Alice Lefrançois denunciou «uma repressão policial completamente desproporcionada». Já a presidente do Conselho de Estado de Genebra, Anne Hiltpold, defendeu a atuação das autoridades: «A polícia está ali para garantir que reina a ordem, para proteger a população e para proteger os bens.»

Também o presidente da Confederação, Guy Parmelin, foi chamado a comentar, lançando um apelo à calma. Manifestou o desejo de que os protestos decorram «com tranquilidade» e de que «cada um possa exprimir a sua opinião da forma mais pacífica possível», sublinhando que o direito de manifestação está consagrado na Constituição.

A cimeira do G7 reúne sete das maiores potências económicas mundiais — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — e decorre em Evian de 15 a 17 de junho. As perturbações no tráfego e nas fronteiras da região do Léman, já anunciadas pelas autoridades, deverão prolongar-se até 19 de junho.

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