Pediatra absolvida depois da morte de uma criança portuguesa

Em setembro de 2013, uma criança portuguesa morreu no retorno do Hospital da Infância de Lausanne. Um primeiro médico e depois a chefe da clínica tinham diagnosticado uma gastroenterite. No entanto foi provado, depois do falecimento, que a criança sofreu uma miocardite viral. O rapaz, que tinha 9 anos, morreu durante a noite depois de ter perdido consciência. Os especialistas consideraram que o paciente deveria ter sido hospitalizado com exames mais rigorosos. “A medicina não é uma ciência exata”, replicou o Tribunal de Lausanne em frente à qual a doutora se apresenteu esta semana. Os juízes lembraram que a pediatra conferiu a pressão sanguínea, a temperatura e o ritmo cardíaco do paciente. Os resultados eram todos normais. Além disso, a criança não se tinha queixado de dores torácicas e ele bebeu no hospital sem vomitar. Os pais não insistiram para que o filho fique hospitalizado. A criança saiu a pé do estabelecimento e parecia ter recuperado. Para os juízes, a acusada não cometeu qualquer erro e não negligenciou o seu dever. Nada indica também que a criança teria vivido se a doença dele tivesse sido diagnosticada: aproximadamente 15% dos pacientes afetados por uma miocardite viral acabem por morrer.

No fim do processo a pediatra marroquina chorou de emoção ouvindo o presidente Pierre Bruttin lhe anunciar a absolvição de homicídio por negligência.

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