Suspeito confessa crime alegando “vingança contra o Estado Suíço”

O crime aconteceu no centro da cidade de Morges.
O crime aconteceu no centro da cidade de Morges.

Considerado uma ameaça para a segurança interna e externa da Suíça desde 2017, pelo Serviço Federal de Inteligência (SRC), Omer A., de 27 anos de idade, esfaqueou até à morte um jovem português num restaurante de kebabes em Morges.

Preso no dia seguinte, na posse da arma do crime e de uma cópia do Corão, o suspeito justificou o seu crime como uma “vingança contra o Estado Suíço”, atacando um homem que representava a sua população.

Contudo, a vítima deste crime hediondo, foi um jovem imigrante português de 29 anos que tinha chegado há menos de dois anos, à procura de uma vida melhor em terras helvéticas. O turco-suíço afirmou também, que era uma questão de “vingar o Profeta.”

Uma fonte da segurança pública considerou tratar-se claramente de um “ato de terrorismo”. O jovem autor do crime é mentalmente desequilibrado, que não mantinha relações com a sua família turco-suíça, que reside em Lausanne e já estava sob vigilância activa desde 2017, como sendo um indivíduo radicalizado.

Já tinha sido preso, em abril de 2019, depois de tentar incendiar uma bomba de gasolina SOCAR em Prilly (VD) onde vivia. No decurso da investigação, o Ministério Público do Cantão de Vaud deparou-se com suspeições de um passado com ligações a grupos jihadistas.

Em julho de 2020, o arguido foi libertado da detenção pelo Tribunal de medidas de restrição (TMC) competente, a pedido do MPC, que se baseou numa perícia psiquiátrica.

Esta libertação foi acompanhada de várias medidas alternativas (estabelecidas pelas autoridades envolvidas e ordenadas pelo tribunal) que incluíam um recolher obrigatório nocturno, a obrigação de se anunciar ou uma proibição de porte de armas. Até ao homicídio de 12 de Setembro de 2020, o Ministério público da Confederação (MPC) comunicou não ter sido informado de qualquer violação das medidas alternativas impostas, que teriam justificado uma nova detenção.

Uma vez que ele já estava no radar do Serviço Federal de Inteligência por suspeita de radicalização desde 2017, foi o Ministério Público Federal que assumiu o caso e geriu a sua prisão preventiva.

A família do suspeito recusa comentar o caso, uma vez, que as ligações com o suspeito foram cortadas há mais de um ano. No entanto, a família admite ter tentado colaborar regularmente com as autoridades numa tentativa de travar a radicalização de Omer A..

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