A iluminação de Natal de um português torna-se viral

O mês de dezembro está a ser marcado por uma disputa insólita entre vizinhos na localidade de Zofingen (AG). O jornal “20 Minuten” e o canal de televisão regional “Tele M1“, já notíciaram o caso. Os vizinhos sentem-se incomodados com as luzes de Natal colocadas por um emigrante português.

“Os moradores ficam aborrecidos com as luzes de Natal de um locatário que as pendura na frente de seu apartamento há mais de 20 anos. O piscar continuamente das luzes acaba-nos com a paciência”, exclamou um vizinho no Facebook.

Antonio Mestre, de 58 anos, não quer retirar as luzes de Natal, e deu uma entrevista na televisão “Tele M1”: “Não há nada no meu contrato de aluguer que indique de qualquer forma que as luzes de Natal sejam proibidas” diz o emigrante.

Devido às reclamações de vários vizinhos, foi-lhe feito um pedido para desligar as luzes às 22 horas, caso contrário o homem corre o risco da gerência do prédio rescindir o contrato de aluguer do seu apartamento.

Para Antonio Mestre, desligar as luzes mais cedo não é uma opção, porque não está ciente de qualquer culpa: “Não vou dormir cedo. Quando saio para para a varanda à noite para fumar um cigarro gosto de ver minhas luzes de Natal acesas” contou o homem. Ele recusa-se a apagar as luzes até pouco antes da meia-noite.

Andreas Clavadetscher, presidente da Associação dos Locatários de cantão de Aargau, informa: “O proprietário tem o direito de determinar a fachada da sua casa ou apartamento. É a administração e o proprietário do edifício que têm o poder de decisão, seja para colocar uma bandeira ou uma iluminação no extrior do prédio, e também pode determinar por quanto

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tempo a iluminação pode ficar ligada”.

No entanto, Antonio tem um trunfo nas mãos, num caso semelhante o Tribunal Federal (instância suprema) decidiu, em 2013, que a iluminação de Natal, entre o primeiro dia do Advento até o dia 6 de janeiro, deve ser tolerada até à 1 da manhã. O Tribunal também declarou que “a iluminação de Natal na maioria não é perturbadora e deve ser vista como um costume festivo”, segundo os juízes de Mont-Repos.

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