Crime, sem resolução ao fim de 30 anos, foi arquivado

Fez esta quarta-feira 30 anos que aconteceu um dos principais crimes nunca resolvido na Suíça e a vítima foi uma jovem portuguesa de 16 anos. 

No 5 de dezembro 1988, uma jovem adolescente portuguesa, chamada Silvia, foi assassinada perto de Saint-Jean em Genebra. A rapariga de 16 anos voltava para casa da irmã, às 20 horas, depois ter guardado um primo no Boulevard Carl-Vogt. A jovem optou por passar pelo caminho de Ravin. Foi là que ela foi brutalmente assassinada e talvez violada por um agressor desconhecido até hoje. O corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte. A portuguesa tinha vindo de Portugal para visitar a irmã. O crime foi, esta quarta-feira, proscrito. Por isso, o agressor nunca será condenado.

Má investigação e meios insuficientes A investigação nunca resultou desde 1988. O advogado da irmã da vítima, Me Jacques Barrillon, voltou a comentar o caso: “É provável que a prescrição seja atingida sem que o autor de um dos maiores crimes cometido na Suíça no último meio-século seja apreendido e condenado”. Segundo o reconhecido advogado, o juiz de instrução não foi competente ao início do caso que é “quase sempre o fase determinante nos casos de violação e assassinato”. Me Barillon aponta igualmente “uma má estimativa das investigações que o juiz tinha que fazer”. De notar também que, em 1988, os meios tecnológicos eram insuficientes. “Já faz muito tempo que não temos esperança, mesmo com um excelente trabalho dos polícias”, lamentou o advogado em nome da família da jovem. Em 2014 no programa “Zone d’Ombre” da RTS, a irmã da vítima disse “querer compreender para fazer o luto mas não consegue”. Esta quarta-feira, todas as possibilidades de condenar o culpado ficaram extintas para sempre. Em 1994, um parente da jovem foi apreendido. No entanto, os testes ADN provaram que o homem não tinha qualquer relação com o assassinato. Ainda em 2015, três especialistas em perfis criminais realizaram um perfil do suspeito mas sem sucesso.

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Durante todo o processo, a polícia sempre desconfiou que o autor do crime é de origem portuguesa. Quinze dias antes, um homem tentou violar uma jovem no mesmo local mas acabou por a deixar ao se apareceber que não era a boa vítima. Essa raparigo denúnciou de imediato o caso à polícia informando que o homem era português ou eapanhol. As coincidências entre os doia acontecimentos eram grandes. Resta referir que Silvia só frequentava pessoas da comunidade portuguesa de Genebra.

O que diz a lei Na Suíça, um caso penal tem uma prescrição de 30 anos se a pena possível é uma pena privativa de liberdade para vida. É o caso, nomeadamente, para um assassinato. A ação penal começa no dia que o infractor cometeu o acto designado. Se o culpado apararece depois dos 30 anos, ele não pode ser condenado. É por isso que os crimes contra a humanidade não tem prescrição. Em Genebra, é muito raro que um assassinato não seja resolvido.

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