Oposição amarga para um emigrante em Genebra

Contestar uma decisão judicial pode ficar muito caro. Aproximadamente 17000 francos neste caso. Um ex-segurança português do Bypass Geneva fez a amarga experiência. Condenado com uma Ordem penal (via mais rápida que evita um processo), ele tinha recebido 30 dias de multa de uma valor de 30 francos por dia com uma pena suspensa por lesões físicas e ameaças contra dois jovens clientes da discoteca em março 2016. Ele também teve que pagar os gastos judiciais de uma valor de 510 francos.

O emigrante fez oposição, da decisão recebida em fevereiro 2017. Na quinta-feira, foi o Tribunal da polícia que o considerou culpado dos mesmos atos depois de um processo judicial. Mas a fatura, que receberá o ex-segurança, foi multiplicada por trinta!

O emigrante voltou a ter 30 dias de multa de uma valor de 30 francos por dia com pena suspensa. Mas agora ele tem que pagar 3000 francos de dano moral a cada um das vítimas, os gastos de advogado dos lesados (2791 francos e 6400 francos), os gastos médicos de um dos jovens que teve o nariz partido (437 francos) e os gastos do procedimento judicial (1130 francos). Total a pagar : 16758 francos.

Nos dias 6 e 12 de março de 2016, o português de 39 anos tinha agredido dois clientes do estabelecimento. Ele tinha empurado o primeiro jovem em baixo das escadas antes de o arrastar fora do local. E o emigrante tinha partido o nariz do outro jovem com um murro antes do o lançar para fora.

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As negações do acusado não serviram. “Os atos são confirmados” através de testemunhas disse a juíza Lorella Bertani. As feridas correspondem à descrição dos acontecimentos. Os vídeos, em um do dois caso, dão evidência “de uma linguagem corporal pouco pacífica” por parte do segurança. “A culpa dele é pesada porque o trabalho de um segurança é proteger a clientela, e não a maltratar”.

O advogado de uma das vítimas, Me. Robert Assaël lamenta que “há muitos seguranças que, através de violência sem necessidade, querem expressar a virilidade e potência deles na realidade. Está na hora que o Estado regula esta atividade mais estritamente.”

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