Suíça desmantela rede de tráfico de passaportes portugueses

A justiça helvética está a investigar um tráfico de passaportes portugueses emitidos para migrantes do Bangladesh no Estado indiano de Goa.

As autoridades suíças não viram nada: muitos migrantes oriundos do Bangladesh conseguiram se estabelecer na Suíça graças a passaportes portugueses. Curiosamente, eles tornaram-se europeus sem saber uma única palavra da língua portuguesa. Os nacionais do Bangladesh poderam se estabelecer, trabalhar e receber prestações sociais na Suíça.

O alegado responsável pelo tráfico de passaportes portugueses vive na região de Lausana (VD) há vinte anos. A justiça do cantão de Vaud acusa-o de ter vendido os passaportes aos compatriotas e organizado a entrada na Suíça. De seguida, o homem encontrou trabalho e acomodação para as pessoas. Existem ainda indicações para que o homem terá ameaçado os migrantes, retido alguns salários e proibido de viajar.

Antiga colónia portuguesa

Terá sido uma ameaça que desencadeou a investigação das autoridades suíças após a queixa de uma vítima. Tal como os migrantes que beneficiaram do esquema, o principal suspeito utilizava um falso nome. Ao invés de se considerar como nativos do Bangladesh, eles afirmavam que eram cidadãos da ex-colônia portuguesa de Goa, agora indiana. Os habitantes do antigo território português continuam a ter direito à cidadania portuguesa, se assim o desejarem.

Suspeito contesta acusações

O suspeito do tráfico de passaportes é dono de um restaurante onde foi detido no mês de setembro do ano passado. No apartamento do homem, as autoridades encontraram 10.000 francos e várias fotocópias de passaportes e autorizações de residência.

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O advogado do suspeito, Ismael Fetahi, contesta os factos e diz que o dinheiro encontrado era proveniente da caixa do restaurante. O advogado acusou outras pessoas para desculpar o seu cliente. Entretanto, o suspeito foi libertado antes do Natal

A investigação das autoridades do cantão de Vaud continua. No entanto deverá ser difícil avaliar o tamanho do tráfico e se outros países também tiveram migrantes com falsos passaportes portugueses.

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