A Suíça aprovou este domingo, dia 7 de Março, uma lei que proíbe o ato de esconder o rosto em público, uma medida que afeta diretamente as mulheres muçulmanas que usam burca ou o niqab.

A iniciative popular “Sim à proibição de esconder o rosto” foi aceite pelo povo e pelos cantões. O povo suíço disse “sim” com 51,2% dos eleitores ao texto elaborado pelo Comité Egerkingen.

O Conselho Federal, oposto ao texto elaborado pelo Comité Egerkingen, não foi, portanto, convincente com a sua contraproposta indirecta, apoiada pelo Parlamento. Os locais de culto estão isentos desta proibição com a aprovação da iniciativa. Além disso, as máscaras de higiene, lenços de pescoço no Inverno ou capacetes de motociclismo também não são proíbidos. Os trajes de Carnaval também estão isentos.

As primeiras sondagens sobre o assunto deram uma maioria esmagadora ao “sim”, mas as últimas sondagens mostraram um aperto das intenções de voto. No final, os suíços estão mais uma vez a mostrar a sua desconfiança ao Islão, mas menos do que em Novembro de 2009, quando aprovaram a iniciativa popular “contra a construção dos minaretes” a 57,5%.

A Amnistia Internacional já veio lamentar o resultado. Cyrielle Huguenot, do escritório da organização na suíça, considera que a iniciativa “discrimina” e alimenta “desnecessariamente a divisão e o medo”. Pedem agora às autoridades para que garantam que a proibição não marginalize as mulheres muçulmanas.

A burqa e o niqab já estão proibidos na Bélgica, França, Dinarmarca e Áustria. Na Suíça, cantões como St. Gallen e Ticino já legislaram para proibir o uso do véu islámico que esconde o rosto.